dicas importantes 

início cãozinho cego, como lidar?

     Quando o dono percebe que seu cão de estimação já não consegue apanhar com agilidade o brinquedo preferido, ou está com dificuldade para chegar ao prato de ração, e até esbarra nos móveis e tropeça nos degraus da escada, atenção, pois ele pode estar sofrendo algum problema na visão.
     É o momento de buscar orientação médica, pois seu amiguinho pode ficar cego. Mas isso não significará que ele fique incapacitado, pois as pesquisas demonstram que o cão se adapta muito melhor que o humano à falta de visão.
     Quando a perda do sentido visual é progressiva, como no caso da atrofia da retina, que ocorre ao longo de meses, o cão tem tempo para se acostumar. Contudo, há situações em que as alterações comportamentais são mais bruscas, como as provocadas por acidente. Mas, sempre é uma questão de tempo e paciência até que ele se adapte à nova situação.
     O dono precisará ser cuidadoso com a deficiência e evitar mudanças na mobília da casa ou deixar objetos espalhados pelo chão, para não pegá-lo de surpresa. Uma opção interessante é marcar os pés das mesas e cadeiras, a soleira das portas e o primeiro degrau das escadas, com um perfume forte (de preferência, diferente daqueles usados pela família). Isso o ajudará a se guiar pela casa e desviar dos obstáculos, uma vez que o olfato continuará apurado.
     Outro cuidado importante é não mudar o local das refeições dele. Em casas com piscina, é fundamental cobri-la ou bloquear o acesso. Além disso, procure sempre manter contato através da voz ou ruídos característicos (de sapato, pulseiras), para que ele se guie pelos sons e possa se localizar mais facilmente. Também é interessante presenteá-los com brinquedos que tenham sons ou cheiros, pois mesmo cego continuará querendo se divertir.


     Tenho duas histórias para contar, uma é de um caso que um professor contou na minha época de faculdade, onde:

     Uma cadela Pastor Alemão, já idosa e com problemas de visão. Como sabiam desta dificuldade, mantinham o quintal sem alterações, ja que a cadela conhecia a localização de cada coisa sem tropeçar nem bater em nada. Certo dia a empregada estava varrendo as folhagens e tocou o telefone. Correu para atender, da janela viu que havia deixado a vassoura caída no chão, e que a cadela havia tropeçado e caído. Desde aquele dia, sempre que a cadela passa no local onde estava a vassoura ela pula. Belo exemplo de que o animal se adapta ao ambiente. A cegueira não o impede de ter uma boa vida.

     Outro caso é de um cãozinho poodle chamado Chico. Chico é um poodle que não se sabe ao certo a sua idade, pois foi abandonado e adotado. Ele passou por uma cirurgia de catarata o qual não teve um bom resultado acarretando na sua cegueira total. Mas isto não o abala, pois dos 5 poodles da casa ele é o mais brincalhão. Foi o que notei em uma visita a sua moradia. Quando cheguei, fui muito bem recebida por todos, mas Chico me surpreendeu. Enquanto Nelson Bronca, seu proprietário, contava sobre a história do Chico, ele sai da sala, sobe um lance de escadas, vai ate o quarto e pega um brinquedo; retornando a sala, solta aos meus pés, como se pedisse para brincar. Nisto o proprietário me instrui a jogar. Para a minha surpresa, jogo e Chico vai atrás, farejando e ouvindo o barulho de onde o brinquedo caiu, pega com a boquinha e me traz. Pedindo que jogue novamente. Durante todo o tempo que passamos lá, conversando, Chico ficou a pedir que jogássemos e brincássemos com ele. Ninguém muda a minha opinião sobre a felicidade d Chico.

     Na sessão de artigos/vídeos tem a história de Chico.

 

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