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início o mal da obesidade, gordinho não é sinal de saúde

     Quem já não ouviu falar que animalzinho gordinho, e até crianças gordinhas, é sinal de saúde? Mas isto não é verdade, obesidade não é nada saudável, é uma doença que afeta vários órgãos entre eles o coração e o fígado. Causa doenças cardíacas, hepáticas, articulares, de pele, entre outras. Além disto, se seu animalzinho precisar de alguma intervenção cirúrgica o risco aumenta na hora da anestesia, e quanto mais velhinho seu animal, mais problemas a obesidade causa.

     Classificamos a obesidade em um escore de acordo com a condição corporal do animal.

 
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     A condição corporal é avaliada de 1 a 5, é relacionado com o peso ideal, sendo que:

1: caquético (>40% abaixo do peso)

2: magro (20~40% abaixo do peso)

3: normal

4: robusto (20~40% acima do peso)

5: obeso (>40% acima do peso)

   

     Ao final da página encontra-se uma ilustração demonstrando o escore da condição corporal do cachorro e do gato.    

     Não temos muitos estudos sobre as raças mais propensas a adquirirem obesidade, mas sabe-se de antemão que animais de pequenas raças são mais predispostas devido ao humanização e o contato mais próximo com o dono. Entre elas citamos o beagle, poodle, basset hound, dachshund e cocker. Também ressaltamos o labrador, collie e golden retriever dentro dos susceptíveis.

 

Em grande parte você (o dono) é considerado o responsável pela doença do animal, pois são vocês que os alimentam, dando alimentos inadequados o que resulta na obesidade, o grande vilão muitas vezes é o petisco adocicado e agrados em geral, como bordas de pizza, bolachas e até chocolate humano, o que é tóxico para os animais, podendo levá-lo a morte (como explica a matéria sobre chocolate). O ideal é dar petiscos adequados ao consumo animal encontrado em pet shops.

   
 

     Outro grande vilão, ao se falar em obesidade, é a superalimentação; toda embalagem de ração tem a quantidade recomendada para cada animal, variando conforme a idade, porte, raça e peso (assunto mais aprofundado no artigo sobre ração). Esta quantidade é diária, sendo dividida de acordo com o número de vezes que você alimenta seu animalzinho. Por exemplo, se seu "amigdepatas" é alimentado 2 vezes ao dia, e a quantidade recomendada é de 1 xícara diária, você deverá dividi-la dando apenas 1/2 xícara pela manhã e 1/2 xícara a noite. Portanto a  alimentação nunca deve ser administrada a vontade; parecerá pouco, mas não é,  este  é  o

 

essencial. Há estudos que informam que animais que recebem ração a vontade tem a expectativa de vida menor, em 2 anos, aos que recebem ração na medida adequada, chamamos isso de restrição alimentar.

 

     As rações são a melhor escolha para seu animalzinho, não devemos alimentar cães adultos com rações de filhotes, pois estas apresentam mais minerais e gordura, afinal filhotes necessitam de mais energia e nutrientes (entre eles o cálcio) para se desenvolver. Também diferenciamos ração de acordo com o porte, animais de raças mini ou pequenas são hiperativos necessitando de mais gordura/energia que cães de grande porte. De igual forma as rações de cães e gatos, sendo que os gatos necessitam de mais proteínas e de aminoácidos que eles não produzem,  como  a taurina.

   

Lembre-se rações de gatos são para gatos, de cães para cães assim como de filhotes apenas para filhotes (aproximadamente 1 ano de idade). Alimentar seu animalzinho com a ração errada pode levá-lo a obesidade ou a alguma deficiência alimentar.

     Para saber se seu "amigdepatas" apresenta esta doença, observe-o durante as brincadeiras, se ele ficar cansado facilmente, tiver dor nas articulações e/ou mancar, além de não apresentar cintura e estiver acima do peso. Se o seu cão apresentar estes sintomas de obesidade, consulte um veterinário para elaborar uma dieta balanceada.

     Nós somos obesos por não controlarmos nossa alimentação e sermos sedentários, já os cães são obesos porque nós não controlamos a sua alimentação, eles não abrem a "geladeira" para comer, nós que fornecemos comida em excesso. Pense nisto e não deixe seu animalzinho ficar assim:

 

     Abaixo demonstramos como classificar seu animalzinho de acordo com a condição física.

 

Cães

 

 

1: Costelas, vértebras lombares, ossos pélvicos e todas as saliências ósseas visíveis a distância. Não há gordura corporal discernível. Perda evidente de massa muscular.

 

 

 

2: Costelas facilmente palpáveis podem estar visíveis sem gordura palpável. Visível o topo das vértebras lombares. Os ossos pélvicos começam a ficar visíveis. Cintura e reentrância abdominal evidentes.

 

 

3: Costelas palpáveis sem excessiva cobertura de gordura. Abdômen retraído quando visto de lado.

 

 

4: Costelas palpáveis com dificuldade; pesada cobertura de gordura. Depósitos de gordura evidentes sobre a área lombar e base da cauda. Ausência de cintura ou apenas visível. A reentrancia abdominal pode estar presente.

 

 

5: Maciços depósitos de gordura sobre o tórax, espinha e base da cauda. Depósitos de gordura no pescoço e membros. Distensão abdominal evidente.

 

 
   
               

Gatos

 

 

1: Costelas visíveis nos gatos de pêlo curto; nenhuma gordura palpável; acentuada reentrância abdominal; vértebras lombares e asa do ilíaco facilmente palpáveis.

 

 

2: Costelas facilmente palpáveis apresentam uma abertura mínima de gordura; as vértebras lombares são visíveis; cintura evidente depois das costelas; mínimo de gordura abdominal.

 

 

 

3: Bem-proporcionado; cintura visível depois das costelas; costelas palpáveis com pequena cobertura de gordura; panículo adiposo abdominal mínimo.

 

 

4: Dificuldade de palpar as costelas que tem moderada cobertura de gordura; a cintura não é muito evidente; arredondamento óbvio do abdômen; moderado panículo adiposo abdominal.

 

 

5: Impossível palpar as costelas que se encontram sob espessa cobertura de gordura; pesados depósitos de gordura na área lombar, face e membros; distensão do abdômen e ausência de cintura; amplos depósitos abdominais de gordura.