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início Dermatofitose

     Esta patologia é conhecida também como "tinha" ou "ringworm" (devido a forma anelada da sua lesão), é uma afecção fúngica que afeta a pele, pêlo e ocasionalmente unhas de animais e humanos. É de grande importância por se tratar de uma zoonose (doença que se transmite entre homens e animais)

     Três espécies de fungos dermatófitos e zoofílicos se encontram envolvidos na infecção: Microsporum canis (demonstrado por microscopia na imagem abaixo), Microsporum gypseum e Trichophyton mentagrophytes, sendo que o de maior prevalência é o Microsporum canis (96%).

 
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     A transmissão ocorre por contato direto entre animais e entre animais e humanos. Sendo também indireta por meio dos elementos que estejam em contato com, animais infectados: gaiolas, casinhas, roupas, mantas, escovas, etc.

A enfermidade se desenvolve geralmente em animais jovens (de 20 dias a 6 meses) ou com idade avançada. Sendo também muito comum em animais com falhas do sistema imune submetidos a stress ou alojados em ambientes pouco favoráveis. Situações de alta exigência metabólica, como prenhez, lactação e alojamento canis e gatis com grande concentração de animais, são fatores predisponentes a ocorrência de doenças.

 

     Afeta animais de pêlo curto e longo, sendo mais insidiosas em animais de pêlo longo, já que os esporos dos fungos são mais difíceis de eliminar.

    Os esporos se disseminam com grande facilidade, sendo sua eliminação muito difícil uma vez que podem sobreviver por meses ou até anos no ambiente.

     O período de incubação usualmente varia de 4 dias a 4 semanas, podendo no entanto estender-se a meses em alguns casos.

     Sintomas Clínicos: Alopecia circular com um halo de eritema excêntrico, ao redor das orelhas, olhos, patas e focinho. Podem ser únicas, múltiplas ou generalizadas, afetando todo o sistema piloso. Geralmente é não puriginosa. Há casos em que animais infectados não apresentam sinais clínicos.

 

 
   
 

 

     Para o diagnóstico a sintomatologia clínica é muitas vezes reveladora, mas o único método realmente eficaz de diagnóstico é o cultivo em placas para identificação do patógeno. Também é de grande utilidade a observação direta de pêlos e escamas ao microscópio óptico com algumas gotas de solução de hidróxido de potássio, podendo-se assim observar os pêlos com os esporos fúngicos por fora dos mesmos. A lâmpada de WOOD é outro método complementar a considerar no diagnóstico, devendo-se lembrar a alta ocorrência de falsos positivos.

 
   

 

     Tratamento: A maior parte dos animais não tem necessidade de internação, mas considerar quarentena devido a natureza infectante e zoonótica da doença. O tratamento medicamentoso pode tornar-se caro especialmente em ambientes domésticos com muitos animais ou casos recidivantes (de retorno). A vacinação é utilizada também associada ao tratamento medicamentoso.

 

     É necessário fazer tratamento ambiental com água sanitária diluída (1:10).

 

 

     A prevenção se da através da vacinação a partir 3 meses de idade, e também com os cuidados como quarentena de animais antes da introdução no canil ou gatil, desinfecção de fomites (utensílios, caminha, escova, roupinha, etc) do "amigdepatas" infectado.