perguntas 

 
início cortar a cauda do meu cãozinho?

 

     Conhecemos algumas raças com o rabo cortado, e por sempre as vermos assim, acreditamos que seja normal. Mas poodles, pinscher, rottweilers, weimaranes, Cockers, dobermans, etc. nascem com cauda e isto sim é o normal, isto sim é o natural.

 

     A cauda dos cães é muito importante na sua comunicação, tendo uma linguagem própria. Ela é constituída de vértebras, com inúmeras terminações nervosas, possibilitando assim que o animal a movimente em diversas direções e sentidos.

 

     A linguagem corporal demonstrada com a cauda, é entendida pelos cães e por nós, se prestarmos atenção nela. Abaixo demonstraremos como:

 
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1 - Demonstra segurança, animal dominante;

2 e 3 - Indica ameaça por um animal seguro de si (dominante);

4 - agitação, em um ato de dominância;

5 - cão dominante se alimentando;

6 - relaxamento sem nenhum estímulo;

7 - estado de ansiedade (normalmente acompanhado do cerrar da mandíbula);

8 - estado intermediário entre a comunicação ameaçadora e a de defesa;

9 - agitação ligada a submissão;

10 e 11 -  indicadora de absoluta submissão.

    

   

     A cauda na posição erguida está normalmente associado com dominância e em posição baixa com submissão. É mais provável que a cauda indique dominância e submissão à agressividade e medo.

     Uma cauda que se encontra alta, combinada com um ligeiro movimento, indica dominância. Um pequeno movimento com a cauda baixa pode ser uma preparação para o ataque.

 

     Os cachorros e os cães jovens podem esconder as suas caudas entre as patas para mostrar submissão incondicional. Este movimento provavelmente dissemina o seu odor despertando os sentimentos paternais dos adultos, apaziguando-os.

     Durante o ataque, os cães dominantes colocam a cauda ligeiramente abaixo da horizontal.

     A cauda também é utilizada como diversão no caso de cães estressados ou entediados. Estes neste estado correm atrás do rabo; para saber mais informações clique aqui.

 
   

 

     Antigamente algumas raças tinham como padrão o corte da cauda, isto porque quando utilizados para a caça (terriers, weimaraner, etc) ou guarda (boxers, dobermans, rottweilers, etc) seria um local de grande irrigação sanguínea e se machucada apresentaria sangramento intenso. Este corte de cauda, tornou-se padrão oficial, não sendo permitido que animais destas raças os quais tivessem com a cauda inteira participassem de exposições, estando fora do padrão da raça.

 

     Devido a estes padrões, dificilmente encontramos cães como poodles, yorkshires e pinscher, entre outros, com a cauda inteira.

 

 
 

 

     Devido o fato destas raças atualmente não serem utilizadas para trabalho, e sim como animais de companhia, o CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária) emitiu uma resolução na qual diz:

 
 

"Ficam proibidas as cirurgias consideradas desnecessárias

ou que possam impedir a capacidade de expressão do comportamento natural da espécie, sendo permitidas apenas as cirurgias

 que atendam as indicações clínicas".

     De acordo com o CFMV a caudectomia não é proibida, mas desaconselha-a, pois é uma cirurgia desnecessária sendo apenas para estética.

     Alguns países da Europa não permitem esta cirurgia, considerada cruel, proibindo inclusive que animais com a cauda amputada entrem no país.

     Os órgãos competentes de cinofilia alteraram os padrões oficiais das raças permitindo agora que cães com a cauda íntegra participem de exposições.

     Os cães com caudas muito curtas ou com caudas amputadas (que por questões estéticas tenham sido alteradas em relação à forma original = caudectomia) podem encontrar-se em desvantagem na hora de estabelecerem a comunicação. É muito comum ver os cães "sem cauda" mexerem toda a parte traseira para compensar a sua ausência. Normalmente a linguagem da cauda é clara. É muito possível que possam surgir dificuldades para a interpretar em cães com esta amputada ou deformada, especialmente se nos encontramos a uma certa distância.

     A caudectomia é uma decisão do dono, ainda não sendo proibida pelo conselho. Deve ser feita de 3 até 10 dias de idade; quando necessária posterior a este período, o animal é submetido a cirurgia com anestesia geral.